CÁLCULO DO VOLUME
DE UMA CAIXA SELADA
Através do cálculo do volume
da caixa pode-se obter vários tipos de curva de resposta
variando desde uma reprodução sonora "seca"
até uma do tipo retumbante. Para isso o cálculo deve
levar em conta um determinado valor do Q do conjunto denominado
Qtc. Semelhantemente ao alto-falante do valor do Qtc depende o tipo
de resposta. Um Qtc da ordem de 0,7 resultará em uma caixa
bastante amortecida, com ótima resposta a transientes e resposta
de freqüências plana. Um Qtc = 1,1 propiciará
uma resposta mais "encorpada", eficiência máxima
e resposta a transientes ligeiramente degradada. Valores menores
do que 0,7 ou maiores do que 1,1 são desaconselháveis.

O cálculo do volume da caixa "closed"
para um determinado alto-falante é extremamente simples o
que faz com que este tipo de caixa seja bastante popular. Devemos
em primeiro lugar escolher um Qtc entre 0,7 e 1,1, de acordo com
o resultado final desejado. Calcula-se então a relação
de compliância.
a = (Qtc² / Qts²) - 1
Calcula-se então o volume da caixa
acústica pela fórmula a seguir:
Vb = Vas / a
Vb = volume da caixa.
Vas = volume equivalente do alto-falante
a = relação de compliância
Calculam-se a seguir as freqüências de ressonância
da caixa (Fc) e a freqüência de corte (F3) de acordo
com as fórmulas abaixo.
Fc = Qtc x Fs / Qts

Se o Qtc escolhido for 0,7 estas duas freqüências
serão iguais porém se o Qtc for maior, a freqüência
de corte será inferior à freqüência de
ressonância e a resposta de graves será entendida (à
custa de um menor amortecimento e a uma piora na resposta de transientes).
É interessante notar que a escolha do Qtc final vai determinar
tanto o volume da caixa quanto a freqüência de corte
inferior (F3). Valores baixos de Qtc (perto de 0,7) demandam caixas
com grande volume, porem apresentam valores de F3 menores (a resposta
de graves é mais estendida). Valores altos de Qtc conduzem
a caixas de menor volume, porem com resposta de graves menos estendida.
É prática comum revestir algumas ou todas as paredes
internas da caixa acústica com material absorvente de som
(geralmente lã de vidro ou espuma de poliuretano ou poliéster)
com a finalidade de absorver as ondas sonoras geradas pela parte
traseira do cone, que refletindo nas paredes da caixa podem interferir
com os sons produzidos pelo alto-falante causando reforços
e atenuações. Este material também ajuda a
evitar a formação de ondas estacionárias entre
as paredes paralelas da caixa.
O material absorvente, além dos efeitos acima, apresenta
a propriedade de promover trocas térmicas entre as zonas
de alta pressão e as de baixa pressão dentro da caixa,
transformando as variações de pressão de adiabáticas
em isotérmicas. Isto na prática equivale a aumentar
o volume da caixa acústica até um máximo teórico
de 40 % (para a caixa toda cheia de material absorvente). Este efeito
deve ser levado em conta nos cálculos acima descritos.
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